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11/10/2017

Varizes na gestação

Angiologista esclarece causas do problema e como prevenir

divulgação

Há pesquisas que indicam que além de muita felicidade, uma gravidez traz com ela diversos benefícios para a saúde da mãe. Os hormônios extras aumentam a sensação de bem-estar, o aumento do fluxo sanguíneo na região pélvica eleva a sensibilidade durante a relação sexual, as cólicas podem ficar mais fracas, e o risco de câncer de mama e de ovários diminui.

Só que a possibilidade de desenvolver marcas que podem se estender para além do parto também é alto.

As varizes são um problema bem comum que surge ou piora durante a fase de gestação, e incomodam mais do que as estrias. Além de aparecerem na região das pernas e coxas, possuem coloração arroxeada ou esverdeada e causando dor e sensação de cansaço.  

De acordo com o Dr. Marcelo Monteiro, cirurgião vascular da Clínica Inovas, existem dois tipos de casos:

“Pacientes que já tinham varizes antes da gestação, podem apresentar uma piora em relação à quantidade de veias doentes, ao aumento do seu calibre e também dos sintomas associados. Isso ocorre por conta dos hormônios da gravidez, que tem a função inicial de reter líquidos para criar um ambiente ideal ao crescimento e desenvolvimento do bebê.” explica.

 

Ainda de acordo com ele, ocorre uma compressão natural das veias da pelve, causada pelo crescimento do feto, o que dificulta ainda mais o retorno venoso, principalmente no último trimestre.

“A segunda situação são aquelas pacientes que já possuem uma tendência genética ao desenvolvimento de varizes. Nesse caso, a gestação funciona como um dos principais fatores de risco para o início desse processo”, esclarece Monteiro.

Em alguns casos as varizes podem desaparecer ou regredir após o nascimento do bebê. Geralmente mulheres mais jovens, mais magras e que praticam atividade física têm mais chances de melhora.

“Nos casos mais avançados, ou em gestações subsequentes, pode haver um alívio dos sintomas relacionados as varizes após o parto, mas não há regressão das veias já doentes. Algumas veias que ficam mais desenvolvidas, mas não são doentes, podem se tornar mais discretas com o final da gestação, já que a quantidade de líquido corporal diminui e a compressão dos vasos pélvicos deixa de existir.” 

 

Mas há medidas que pode ser adotadas para evitar o surgimento das varizes durante a gestação.

“Para aquelas pacientes que já praticavam atividades físicas regulares antes de engravidar é importante, com o aval de um obstetra, mantê-las durante a gestação, principalmente aquelas que trabalhem a musculatura das pernas. O uso frequente de meias elásticas ajuda a tornar a circulação venosa mais eficaz e também é uma importante medida no controle do edema e dos sintomas relacionados. Apesar de todos esses cuidados, algumas gestantes inevitavelmente irão desenvolver varizes, porém em extensão menor”.

Para esses casos já há tratamentos muito eficazes, que excluem a necessidade de cirurgia.

O ideal é iniciá-los após o término da gestação, tanto para a segurança do bebê quanto para a eficácia do processo.

“Como o organismo materno retém líquido, este volume fica armazenado no sistema venoso, que fica naturalmente mais “cheio”, e isso pode induzir a um tratamento desnecessário de veias que estejam transitoriamente sobrecarregadas. O ideal é que se aguarde entre 2 e 3 meses do parto, período onde a mulher elimina esse excesso de volume retido”, esclarece o doutor.

Clínica Inovas

 

www.clinicainovas.com.br